
Não sei escrever crônicas, poesias, redação, ou seja, lá que outro tipo de texto exista!Escrevo emoções que sinto ou fantasio; escrevo porque gosto e preciso imensamente. Escrevo sem regras, sem formas e sem métricas, porque escrevo em regime de urgência!E as palavras do meu limitado vocabulário têm sido minhas melhores amigas e as únicas que tem estado presentes comigo sempre, sempre. Ah, não posso esquecer as canções e a voz, da minha abelha rainha, Maria Bethânia. Quando me vem essa louca necessidade de escrever, tem que ser na hora, porque as emoções me saem como um vomito impossível de segurar e é fácil de se encontrar pelo lugar onde vivo, textos jogados em todos os cantos,tenho escrito até nas paredes;despejo sobre o papel tudo ,e nem sempre faz sentido o que eu escrevo e nem sempre é bonito e quase nunca as pessoas entendem.Alias não tenho escrito muito para os outros,tenho escrito muito sobre mim e para mim...E tenho me sentido sufocado por mim mesmo!A solidão é uma espécie de céu onde se pena. Não é que eu esteja me sentindo solitário, eu realmente estou solitário e não necessariamente infeliz, mas triste constantemente.Mas apesar disso eu gosto de estar na rua,de ver a vida,alheia,acontecer e sigo mudo e esquivo como um objeto não indetificado. Deprimente,certo?
Minha solidão e minha tristeza são honestas, não são como as desse tipo de gente que acredita existir uma espécie de status nisso tudo e também escreve sobre “anjos caídos’,’anjos da noite’,lágrimas de sangue’ e toda a baboseira que essa gente vestida de preto sabe escrever,mas pior do a tristeza desonesta é alegria desonesta,mas sobre isso não estou com vontade de escrever,não agora.
Dia desses eu reli um texto meu que achei jogado sob o sofá,minha nossa! Quanto peso eu despejei sobre o papel; eu falava das saudades que tenho dos meus amigos, todos agora que não vejo mais e não sei se existe o que chamam de ‘clima’ para que possamos nos reencontrar. A medida que fui me tornando uma pessoa ainda mais profunda,com muito lirismo e pedantismo,fui também perdendo pessoas.Não sei explicar bem como tudo aconteceu,mas a verdade é que estou a semanas sem ouvir meu telefone tocar,minha campainha soar e ouvir meu nome.Não sei explicar como tudo aconteceu,mas briguei sutilmente com quase todos e os que não briguei também não fiz muita questão de manter contato e hoje não faz mais sentido: “Olá,sou eu,aquele seu amigo que te virou cara,lembra?Pois bem,agora eu quero conversar com você!”.Não pensem que estou me lamentando,não estou e devo dizer que nunca soube conviver bem com as pessoas e com as emoções e com fazer caras e bocas.Nunca tolerei e nunca fui muito tolerado,mas agradeço eternamente por elas comprarem minhas obras,o que me permite viver como um ermitão!
Tenho deixado muitos textos inacabados, não tenho suportado o que tenho escrito, porque vêm sempre os mesmo temas; só sei falar de amores que não deram certo( os meus amores ), paixão, solidão, morte... Cansei!Quero escrever sobre o dia amanhecendo, sobre as crianças que vejo brincar na rua, sobre os casais de namorados sempre impertinentes... Quero escrever alegrias, felicidades, mas quero fazê-lo, porque caso não faço vou enlouquecer na totalidade.
Acho que vou escrever piadas...




