quarta-feira, 11 de março de 2009

Odeie ao clichê


Clichê. É incrível a repulsa que as pessoas têm dessa palavra. Sim apenas da palavra, porque a atitude está, acredito eu, em nossos genes.

Acho a maior graça navegando pelos perfis do orkut. Todo mundo tentando ser diferente (isso é uma atitude super clichê): Existem aqueles que adoram usar frases de efeito de gente gabaritada do tipo Bob Marley, mas preferida é Clarisse Lispector que teve seu reinado ameaçado por Maysa. E é claro tem aqueles que usam a já batida frase: “Quem se define se limita”.

Estou aqui em defesa dos clichês. A vida já um clichê pronto e é pura tolice renega-los, mas renegam. É incrível.

Dia desses eu adicionei um contato no msn e fui puxar assunto com o rapaz.Papo vai,papo vem e observando suas fotos perguntei se ele era ‘emo’.O rapaz foi enfático ao dizer que sim e foi logo falando algo do tipo: “Nós...nós temos estilo e não somos iguais a todo mundo”.Besteira.Existe hoje em dia alguma coisa mais clichê que ser emo? E não podemos nos esquecer daqueles que negam ser emos( o que também é um clichê).

Nos anos 60 a moda era fugir da sociedade careta o que acabou se tornando um enorme... Clichê!

Vejamos alguns exemplos:

Elogiar os Beatles é um clichê.

Fazer piadas sobre o sofrível português do nosso presidente Lula.

Desprezar as canções que tocam no rádio e ouvir músicas de banda de rock alternativo.

Gay fã de Madonna e rbd.

Dizer pra todo mundo que você é muito social e nas baladas arrasa.

Ter pose de pessoa triste.

Dizer que já experimentou maconha e contar sobre seus porres.

Ser absolutamente contra as drogas.

Namorar

Andar

Dormir

Clichês, Clichês, clichês...

Eles são bárbaros e muitas vezes são a nossa tábua de salvação. É para eles que nós corremos quando chega ao fim um grande amor, por exemplo; é exatamente naquelas músicas melosas do tipo ‘pagode mela cueca’ que tanto criticamos onde encontramos as palavras certas que tocam nossos corações. Drummond estava certo quando disse que somos um estranho impar nesse mundo.Realmente ninguém é igual a ninguém e os clichês nos unem em comunhão.

Nascer e morrer; que coisas mais clichês... Todo mundo faz isso.

sábado, 7 de março de 2009

Mulher


Primeiramente: PARABÉNS! Mulheres do mundo!!!! E para comemorar essa data tão especial eu escolhi umas poucas,mas fortes e contraditorias frases de gente muito importante(ou não ) sobre esse eterno enigma da terra: A Mulher!

O coração da mulher, como muitos instrumentos depende de quem o toca.
(Saint Prosper)


A mulher é um efeito deslumbrante da natureza.
(Arthur Schopenhauer)


A mulher é uma substância tal, que, por mais que a estudes, sempre encontrarás nela alguma coisa totalmente nova.
(Léon Tolstoi)

Um diplomata é aquele que se lembra sempre do aniversário de uma mulher, mas nunca da sua idade.
(Robert Frost)

A mulher deve ser lentamente decifrada, como o enigma que é: encanto a encanto.
(Coelho Neto)


A prostituta só enlouquece excepcionalmente. A mulher honesta, sim, é que, devorada pelos próprios escrúpulos, está sempre no limite, na implacável fronteira.
(Nelson Rodrigues)

Mulher é mesmo interessante, mesmo brava é linda, mesmo alegre, chora, mesmo timida, comemora, mesmo apaixonada, ignora, mesmo fragil é poderosa!
*(desconhecido)


Nunca confie na mulher que diz a verdadeira idade, pois se ela diz isso... Ela é capaz de dizer qualquer coisa.
(Oscar Wilde)

A mulher ideal deve ser dama na mesa e puta na cama.
(Nelson Rodrigues)


"(...) Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa. Pode ter uns quilinhos a mais (geralmente eles só existem na opinião dela), mas é uma ótima companheira de bebedeira. Pode até ser meio mal-educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas adora se divertir. Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema). Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade."
(arnaldo jabor)



A história da mulher é a história da pior tirania que o mundo conheceu: a tirania do mais fraco sobre o mais forte.
(Oscar Wilde)


Nada é tão flexível como a língua da mulher, nada é tão pérfido como os seus remorsos, nada é mais terrível do que a sua maldade, nada é mais sensível do que as suas lágrimas.
(Plutarco)



"E ela não passava de uma mulher... inconstante e borboleta."
(Clarice Lispector)

segunda-feira, 2 de março de 2009

Love is... Scandalous


-O quê foi?

Marcello sem nada responder encosta sua cabeça no ombro de Rafael.

-Marcello? – diz Rafael levantando sua cabeça-

-O que estamos fazendo?

-Um simples beijo...?

Marcello bruscamente se liberta do corpo de Rafael

-Um simples beijo? Não é coisa importante? Quer dizer... Você dá um beijo na boca de outro rapaz no meio da rua e isso foi um... Simples beijo?

-Eu não vejo nada de estranho nisso!

-Ah, por favor...

-Foi um beijo. Uma demonstração de sentimento de um homem por outro homem. Simplesmente isso.

-Eu acho que você não tem consciência do que isso significa!

-Isso significa que eu...

Rafael interrompe a fala, leva as mãos à cabeça, olha para o céu. Marcello fecha os olhos.

-Isso significa que eu... Eu te amo!

Marcello abre os grandes olhos negros como uma criança que recebeu o melhor presente. Entre lagrimas e sorrisos.

-Você disse que...

-Eu te amo. Não sei como ou quando começou, mas é o sentimento mais verdadeiro que eu tenho.

Marcello segura as mãos de Rafael.

-Por que diz essas coisas?

-Usted tiene los más bellos ojos y el beso más dulce y pura

Marcello morde os lábios, revira os olhos e seu corpo estremece.

-Un beso... Por favor

-Eu também te amo Rafael!

-Eu vou ser o seu escândalo!

-Não,você já é o meu escândalo...

Beijam-se sem pudor.

O amor é escandaloso?

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Love is...


A manhã é gélida e Marcello enfrenta o frio com seu fino uniforme, pois esqueceu seu casaco na sala de aula; Rafael não sai de mente, Marcello idolatra seu carisma, simpatia e beleza. Uma mão leve segura seu braço, Marcello fecha os olhos e reconhece a voz doce sussurrar seu nome. Era Rafael.

- Acho que este casaco te pertence.

Marcello olha fundo nos olhos de Rafael, ambos seguram o casaco como se este fosse um elo, o tempo parece parar, o vento sopra cortante, a rua está fazia... Marcello sorri levemente, mas seu corpo está imóvel e Rafael lentamente aproxima-se de seu corpo até unirem-se; Rafael segura firme na cintura de Marcello.

- Obrigado, realmente é meu este casaco... Eu nem percebi...

- E o frio?

- Gosto do frio.

As mãos de Rafael firmaram-se com mais vigor na cintura de Marcello e suas bocas inevitavelmente encaixaram-se. O beijo é seco, tímido e longo; parecem não se importar com a rua como se ela fosse uma amiga confiável, ali ficam por um minuto até Marcello virar seu rosto e ofegante olhar a ermo.



continua????

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Nunca fui eu mesma...


Sábado. 02h55min da madrugada uma mulher de altura mediana e trajando uma luxuosa roupa anda pelas ruas da capital paulista cantarolando: “(...) O mundo é dos homens, mas não seria nada sem uma mulher (...)”. Encosta-se em um poste, joga seu cigarro no chão e o pisa.

Segundos depois ela continua caminhando até encontrar um bar; o lugar é de péssima qualidade e visivelmente mal freqüentado, mas ela entra assim mesmo. Sempre olhando para o chão ela caminha passos vacilantes até encontrar uma mesa vazia. Senta-se, apóia o rosto sobre as duas mãos. Ela observa atentamente a garçonete do lugar com suas roupas minúsculas roupas e o belo corpo sempre assediado; a moça vem em sua direção e ela e a mulher então devia o olhar.

-A senhora vai querer alguma coisa?

A mulher nada respondeu.

-Senhora? Deseja alguma coisa?-insistia a garçonete mascando seus chicletes de menta-

-Um ‘Blood Mary’... Por favor. -disse com voz macia, mas vacilante.

Minutos depois a jovem volta toda rebolativa com o drink.

-Mais alguma coisa?

-Não... -diz com som quase imperceptível-

-Ok

-Moça?Por favor, sente-se aqui, eu preciso falar com você...

A garçonete com olhar espantado balança a cabeça em como quem nada estava entendendo.

-Ahmmm... Não posso, estou no meu horário de serviço...

-Você é uma mãe descontente e uma mulher dominada!-voz firme dessa vez-

A garçonete dá uma risada e olha para os lados procurando uma testemunha.

-A senhora está bem?

-Não... Eu não estou nada bem e para que você não fique como eu estou hoje é que eu tenho que te falar sobre a minha... Vida.

A garçonete estala os dedos e a mulher com um sinal a convida para sentar à sua frente. Mordendo os lábios a moça aceita o convite.

-Olha, seja muito breve... Eu não posso perder esse emprego. Por favor.

-Você tem muitos sonhos mocinha; sonha com coisas que nunca fará... Pelo menos não do jeito certo.

-Por favor, a senhora está bêbada...

-Eu vejo tanto de mim em seus olhos. Ah, moça eu estive em muitos lugares como este aqui e sonhava em ganhar o mundo. Minha beleza foi meu trunfo pra conquistar tudo e. Conquistei tudo que uma bela jovem ambiciosa quer: Fortuna, paixões... Passei boa parte da minha vida de joelhos.

A garçonete arregala os olhos verdes.

-Eu estive nos braços dos homens mais poderosos e vi algumas coisas que uma mulher nunca deveria ver. Eu sempre fui maior que eu mesma e tinha a necessidade de ser livre

A mulher bebe seu drink

-Eu estive em muitos lugares do mundo, conheci castelos, mares...

-E hoje chora?

-Eu choro pelo verdadeiro amor que abri mão e. Eu choro pelas minhas crianças não nascidas. Entreguei-me a uma prostituição que muito difícil de se libertar;todos me adoravam,mas todos mentiam sobre mim.Eu vivia no paraíso,mas nunca fui eu mesma.

-Mas a senhora experimentou o doce da vida!!

-E jamais pensei que ficaria amarga por causa disso. Eu quis tudo e hoje me resta apenas o fim que os meus caminhos tortuosos desenharam.

A garçonete segura as mãos da mulher e olha bem fundo em seus olhos

-Quem é você?

A mulher se levanta, joga uma duas notas gordas sobre a mesa, toma seu último gole.

-Eu sou uma mulher linda, loira, rica, bêbada e solitária.

-Mas a aonde a senhora vai... Eu não entendi nada!

-Apenas entenda que o paraíso não existe, é uma ilusão sobre as pessoas como nós gostaríamos que fossem... Adeus moça.


Texto baseado na canção “I’ve never been to me”

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O direito de morrer


Mas uma vez a polêmica eutanásia está nas primeiras páginas de jornal, capas de revistas e destaques nos telejornais com o caso da italiana Eluana que viveu por 17 anos em estado vegetativo. Seu pai lutou por mais de uma década pelo direito de sua filha morrer. E consegui.

A questão é muito contraditória, é complicado ter uma opinião não vacilante sobre este caso sobre tudo no que diz respeito à forma como eutanásia é aplicada: Na maioria dos casos o paciente tem uma morte lente e consideravelmente “sádica” uma vez que não recebe mais alimentos e nem água até que seu organismo não agüenta mais. Para muitos além de cruel a eutanásia é uma forma de brincar de Deus, mas manter a pessoa viva de forma pura e simplesmente artificial com ajuda de aparelhos também não é uma forma de praticar essa “brincadeira”?E se o paciente for ateu?

Sou a favor da Eutanásia bem como do pleno poder que temos sobre nossa vida. Não faz sentido manter uma pessoa em estado vegetativo (VEGETATIVO).

O que me incomoda realmente é todo esse alvoroço ‘moral’ que o assunto impõe. O que afinal a igreja tem a haver com isso? E eu você também caro leitor!Cada um sabe o peso da cruz que carrega e até quando pode suportar!

No campo da religião é ainda mais absurda qualquer tentativa de proibir a Eutanásia; Como já disse anteriormente cada pessoa tem o direito de ser ateu, por exemplo.

Mais importante do que a questão de ser certa ou errada a eutanásia, o que fica pendente é o poder que eu e você temos sobre nossas vidas. Claro que Eluana não teve a chance de decidir o que fazer, mas devemos lembrar que ela tinha uma semi existência (ESTADO VEGETATIVO).Eu não quero isso pra mim,sinceramente eu não queria isso pra mim:Viver como um vegetal.

E você?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Toda Bêbada canta

No fundo no fundo todos nós adoramos uma fossa!Existe alguma coisa de elegante ‘Chique-deprê’

nessas sentimentalidades. Os ingredientes são fatais: Uma dor, uma música e uma bebida; é assim que toda bêbada canta o que sentimos o queremos ouvir e precisamos esquecer!

Acredito ser impossível ter sentimentos e não gostar dessas ‘porras loucas’.

Cabe a elas falar ao mundo de nós, os mal amados e malditos de paixões. Essas verdadeiras entidades ultrapassam os tempos, suas dores estão presentes e são imortais. Acredito que por isso mesmo depois de tanto tempo Maysa despertou em nós uma paixão avassaladora por sua loura, sua “sede de infinito” (e reparem bem: paixão despertada principalmente nos jovens).

E não existe coisa mais democrática:

Temos a dor do rock (rock de raiz) de Janis Joplin;fina flor que nos deixou aos 27 anos de idade bêbada e cumprindo com afinco ‘sua missão’.

Dor do pop de Whitney Houston. Gays pelo mundo enxergam em suas letras suas feridas expostas.

O blues de Billie Holliday.

Rita Lee e seu rock-tupiniquim.

Britney: pop computadorizado levantando a moral de “crazys”.

Clementina e Jovelina representam o samba.

Cássia Eller: rock regado a blues e álcool.

Amy Winehouse: infortúnios amorosos, muita dor, letras ácidas e melosas.

Cada uma em seu estilo, mas todas com uma só sina.

Felizmente algumas sobrevivem(como Rita Lee por exemplo) e mesmo não estando mais bêbadas ainda cantam o que gostamos de ouvir!

É absurdamente triste ver essas estrelas auto destrutivas....Destruidas,mortas...


"(...)Todos acham que eu falo demais E que eu ando bebendo demais Que essa vida agitada Não serve pra nada Andar por aí Bar em bar, bar em bar Dizem até que ando rindo demais E que eu conto anedotas demais Que eu não largo o cigarro E dirijo o meu carro Correndo, chegando, no mesmo lugar(...)"