quinta-feira, 18 de junho de 2009

Apenas mais uma de amor...


Impossível não falar de amor Eu vou confessar que fujo deste papo o máximo que posso, mas realmente ele – o amor – está para nós como a poesia está para o poeta.
É sempre a mesma coisa: Aquele coração acelerado que parece não caber dentro de nós!Aquela ansiedade de ver a pessoa amada – mesmo que ela nunca nos note - gastar horas e horas a pensar nela, digo pensar mesmo, como se analisa uma obra de Machado de Assis para um vestibular da USP! Incrível como detalhamos cada poro do rosto dele, o jeito de sorrir... E ficamos ali parados, deveras admirados, apenas fitando.
Meninas apaixonadas são uns verdadeiros ‘docinhos de coco’, todas meiguinhas, todas assanhadas, e como é bom ver as meninas assanhadas! Ah, o jeito pueril que só elas sabem ter... Eis ai uma das boas coisas de ser ter consciência de se estar vivo! Ver as meninas apaixonadas com seus lábios tão beijáveis, sempre recebendo leves mordidinhas de ansiedade à espera dos meninos apaixonados... Falemos sobre eles também, pois que são bem mais incomuns; meninos geralmente estão excitados, é raro vê-los apaixonados, mas quando os estão não tem como disfarçar, não conseguem disfarçar. Largam os amigos – estes são os primeiros- depois larga-se tudo o que não tiver haver com ela que passa meiga,olhando para chão e deixando apenas o rastro do cheiro de seu cabelo...Ah,o amor! Sim eu já fui testemunha de umas cenas assim...
Mulheres apaixonadas realmente são loucas – Deus salve Manoel Carlos – e são capazes de tudo... Ora são assaz senhoras de tudo,dominando,investigando e não obstante são extremamente dependentes e submissas (chega a dar medo).Mas os homens apaixonados não temem o perigo,pelo contrario:se jogam!
Love is a losing game, diz Amy Winehouse.Ah, essa dor que doe sem a sentirmos deveras! Dores do amor!Choramos compulsivamente, nos atiramos na cama que é um lugar quentinho pra se chorar e pegar no sono com esperançar de acordar e tudo estar resolvido!Sofremos todos e não me alongo nessa parte, pois ela me faz babar na gravata e basta se humano para entender-me. Rita Lee, que diz assim: ”Meu coração não bate, apanha!”.
Podemos palestrar sobre a aquela coisa de pele?Não, não estou falando apenas de sexo, estou falando daquela coisa de pele...
Existe coisa mais gostosa que estar agarradinho ao ser amado, sentindo-lhe o calor, sentindo suas formas, beijando a pele, soltando umas palavrinhas doces e recebendo outras tantas?Oras!Melhor que isto só mesmo o...Sexo... Sentir-se dentro da outra pessoa ou senti-la dentro de você... Coisa de Deus!Deveras é uma coisa de Deus!
E brejeiro o amor faz pessoas graves se apaixonarem por frívolas e as frívolas suspirarem pelas graves (uma espécie de felicidade clandestina).
Viva o amor de Romeu e Julieta, Sandra e Luiza, Marcelo e Rafael...
Ah, brejeiro!Esse tal amor!



Um instante que não pára

“Todo sentimento
Precisa de um passado para existir
O amor não
Ele cria como por encanto
Um passado que nos cerca
Ele nos dá a consciência
De havermos vivido anos a fios
Com alguém que a pouco era quase um estranho
Ele supre a falta de lembrança por uma espécie de mágica.” POEMA DE BENJAMIN CONSTANT

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A DANÇA


Não te amo como se fosse rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
te amo secretamente, entre a sombra e a alma.
.
Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascender da terra.
.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
te amo directamente sem problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
.
Se não assim deste modo em que não sou nem és
tão perto que a tua mão sobre meu peito é minha
tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.

(Pablo Neruda)

Isto é Pablo Neruda meus amooooreees !!


quarta-feira, 20 de maio de 2009

Para sempre


Ok. Estou preparado.
Quando criei este Blog jurei, por tudo o que é sagrado e profano também, que não iria cair no filão de fazer deste espaço uma janela gigantesca e aberta para que todos pudessem ver minha vida. Mas como a vida é mesmo uma caixinha de surpresas, hoje eu me vejo com uma profunda necessidade de expor aqui, neste momento, as minhas feridas.
No dia 16 de abril deste ano, às 08h30minh precisamente, eu vi pela ultima vez a minha mãe com vida. Eu não poderia supor que aquele seria o ultimo minuto que eu sentiria seu corpo ainda quente...
Antes de sair eu dei um beijo nela e falei bem baixinho ao pé de seu ouvindo: ”Te amo, viu?” e ela meio que sem forças deu um sorriso de canto de boca e disse: ”Oh, meu filho! Eu sei...”.
Horas depois me vi diante do “único fato irremediável”. A morte. O ponto final de tudo o que eu havia vivido até aquele momento. O ponto final de todos os dias passados juntos ao lado da pessoa que mais me amou nesse mundo (e será assim pra sempre).
O som da voz dela pronunciando aquelas palavras ainda ecoa como se tivessem sido tidas há minutos atrás.
O quê fazer diante disso senão cair em puro pranto desesperado?E logo eu que sempre guardei meus sentimentos a sete chaves (ela era minha única confidente).Ver sua mãe morte,dentro de um caixão e envolta por aquele horrendo cheiro de flores e madeira e a cena mais grotesca que pode existir.É muito triste.Mas por mais dor que eu estivesse sentindo,por mais que eu não conseguisse parar de chorar um minuto sequer,eu tinha uma certeza absurda:Ali já estava mais a minha mãe.Roseli já mais seria assim.Me entendem?
Neste momento tive a certeza de que somos na verdade essência (chamem de espírito,alma,ou outro nome) .Ali estava um corpo com carne e ossos que horas mais tarde iram começar a virar pó...
A minha mãe jamais vai virar pó!Nunca!Alias mães morrem nunca. Mães se encantam (palavra de Drummond).
Tenho 21 anos e me sinto um pingente solto no mundo. Perdi meu pai aos 15 anos e apenas seis anos depois... Lá se vai minha mãe. Ambos findaram aos 49 anos de idade.
Sinto-me sem referencia, sem ter a quem orgulhar. Nunca fui de acreditar nesse papo de destino, mas meu caso é realmente curioso: Parece que desde sempre já estava escrito que eu iria passar pouco tempo ao lado dos dois; o mundo era povoado apenas por nós três, eu vivi intensamente para eles e eles para mim.
Quando me olho ao espelho encontro os vestígios da passagem desses dois seres humanos por este planeta e sou a única e inquestionável prova de sua junção. E a saudade bate forte demais: saudade do cheiro, do colo, das conversas banais de rotineiras, saudade da certeza...
Não fui um filho perfeito, mas fui um ‘perfeito filho’ com estes complexos sentimentos de amor e guerra, com vontade de fugir de casa, com vergonha quando me levavam ao colégio, com necessidade da proteção que só os pais põem dar.
Sinto-me extremamente abençoado por ter dito aos meus pais muitas vezes que os amava muito... Alias nem termine de ler este texto!Corra para quem você ama e diga mesmo, com voz bem alta o quão grande é o seu amor e abrace muito forte. Torne este momento eterno; sim momentos como estes ficam eternos, mas as pessoas são breves como um suspiro...
Perdão se este texto está carregado nas tintas.
À Roseli e Ladislau: Amarei eternamente...

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Quando...


Ela estava linda com seu vestido vermelho tomara que caia fortemente marcado na cintura, cabelos soltos, descalça, sem maquiagem, sem brincos ou anéis, apenas com um cordão sem pingente. Andando pelas ruas do subúrbio onde nascera e fora criada.
Lugar de uma gente alegre (não necessariamente feliz), uma gente assim satisfeita com sua sorte celebrando seus costumes. As ruas impregnadas de calor... Calor humano, muitas risadas, alguns gritos, algumas brigas... E ela caminhava atenta a cada movimento dessa gente: Senhoras sentadas nas calçadas, crianças brincando no meio da rua, jovens acumulados nas esquinas, senhores sentados nas salas, com as portas abertas assistindo jornal na TV.
Trombou com um moreno de costas largas e ao som do samba arriscou uns passos desconcertados no começo,mas aos poucos como se uma entidade tomasse conte de suas estruturas ela parecia sem ossos.O moreno a prendeu pela cintura marcada,sentiu seu perfume...
O subúrbio dos melhores dias já não existe mais, aquela gente assim satisfeita cansou-se. No botequim meio vazio sobrevivendo ao tempo um homem já arqueado fita seu copo de cerveja, uma mulher passa de relance, o vento sopra, ele respira fundo e sorri reconhecido. Era a saudade...

sábado, 11 de abril de 2009

O Evangelho do cosmos,segundo Zé Ramalho da Paraíba


Aconteceu em minha mente um eclipse e nele um senhor e barbas longas me dizia: ”Fale com homem das profecias musicadas! Se adiante... Vá a Zé da Paraíba!”.
Por duas semanas mantive um contato de “sintonia fina mental” com o ser e eis que ao mesmo tempo em que um raio cruza os céus em tempestade se afigura de diante mim um semi-deus, um profeta...
-Meu nome é Zé Ramalho da Paraíba!13 estrelas me contaram que desejas as minhas palavras!
Imóvel diante do ser que se mantinha acima do chão uns 40 cm cai de joelhos
-Um velho de barbas longas me ordenou falar com o senhor!Semeou em minha mente tranqüila as dúvidas que perturbam os demais que habitam essas terras. Quero respostas profeta!
-O dono das barbas longas a que se refere é meu velho e Invisível Avôhai!
-Tu Zé, quem és de verdade?
- Eu sou o seu décimo - sexto pai
Sou primogênito do teu avô

-O que me dizes do futuro?Tenho necessidade em saber!
-Quando o último adeus desse milênio
Despedir-se de toda a humanidade
Descerá uma grande novidade
Entre átomos, íons e hidrogênio
Nascerá desse todo um grande gênio
Com enorme cultura diferente
Ensinando pra todos claramente
O porquê de uma causa ter efeito
Estará nosso globo desse jeito
Do terceiro milênio para frente.

-Gênio?Quem será?
- Raul Seixas e Raulzito
-Raul?Este é morto...
-Sei que não será surpresa se o futuro me trouxer o passado de volta num semblante de mulher!

-Seremos felizes?
- Não é preciso mais o melhor amigo
Nem a sombra que precisa se iluminar
Sobe muito mais o pano do seu destino
Fino, mas tão difícil de se gastar
Vamos imaginar, como fez John Lennon
Não sou o único que poderá sonhar.

-Que conceito tens do presente?
- Lá fora faz um tempo confortável
À vigilância cuida do normal.
-É profeta, mas és também humano. Quem tu amas?
- Helena, a mulher de Menelau!
-É mulher proibida. Nas sagradas escrituras diz ser pecado. Por que a quer?
-Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor!
-Está errado. Tu és humano pecador e não pode ser profeta!
- Cala-te boca companheiro
Vá embora, que má criação!

Neste momento chorei aos prantos!
-Quantos aqui ouvem
Os olhos eram de fé
Quantos elementos
Amam aquela mulher...

-Perdão profeta!O diabo me atiçou!

-Eu quero que você se aproxime
Do meu peito, do meu lado
E sinta o tremor que me sacode
Quando estou iluminado
É o clarão dos aviões, dos animais
Das perdidas inocências
Das primeiras confidencias
Das segundas intenções!

Neste momento todo o local se iluminou de clarão e uma espessa fumaça,ouvi gritos,sons de relógios,orações,buzinas,gemidos.A terra tremia,porém nós mantínhamos inabaláveis e abraçados!

-Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes...
E largou-me sobre a cama ao lado de minha mulher que dormia serena...
-Quero mais!,Dizes-me mais! Necessito...
- No mais estou indo embora!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Quem tem medo de travesti?

Certa vez li um pensamento que dizia: ”Aquilo existente no outro nos incomoda por estar presente em nós. Escondido”. Hoje eu não descarto essa possibilidade.
Quando aceitei o emprego de vigia noturno meu inspetor me disse que eu assistiria coisas que apenas na calada da noite se pode testemunhar.
A duas noites passadas por volta de 03h20min da madrugada minhas retinas já estafavam fatigadas do nada que tomara conta de uma grande avenida em minha cidade, mas um barulho de tamancos quebrou o silêncio. De longe pude avistar uma figura que mais parecia estar trotando do que andando. Uma figura feminina se desvendava a cada segundo. Coloquei-me a olhar para o chão; O barulho parou, um perfume doce (muito enjoativo por sinal) me invadiu e conforme erguia minha cabeça meus olhos iam desvendando cada parte de um belíssimo corpo de mulher: coxas não muito grossas, mas muito bem torneadas, uma cintura que parecia ter sido feita por encomenda e com a calça cintura baixa (baixíssima) tornava-se ainda mais desejável, seios pequenos e rijos e um... Um enorme pomo de adão!Uma “moça” branca de cabelos loiros e lisos até a altura dos cotovelos usava um lápis de olho preto e uma sombra azulada e aparentava ter no máximo 20 anos. Um travesti em pessoa na minha frente!É claro que já havia visto muitos travestis, mas nunca sozinho em uma madrugada. Minha garganta secou na hora e me lembrei de tudo o que já tinha ouvido falar sobre o suposto submundo das “travas”. Travesti, para mim, sempre habitou a boca do lixo da sociedade, lembro que certa vez quando andava com minha madrinha e uma mulher muito alta cruzou a mesma calçada em que estávamos e a minha madrinha segurou forte minha mão. Depois que a tal mulher passou ela me disse no ouvido como quem dá o melhor aviso: ”Cuidado com esse tipo de gente!Aquilo ali era homem e quando você vê um desses na rua não fica olhando!Ela corre atrás de você,gostam de fazer escândalo.Tem navalha na bolsa” .Desse dia em diante quando avistava “um desses na rua” meu olhar ia ao chão!
-Tem fogo ‘seu’ quarda?- sua voz era fanhosa e forçadamente afetada –
-Não! – respondi gaguejando e sem olhar para o seu rosto –
Por mais que tentasse eu não conseguia parar de olhar o seu corpo. Era fabuloso e de um jeito estranho o enorme pomo de Adão era o ingrediente necessário!
-É novo aqui no ponto, né?
-Sou - disse secamente –
-‘Vamu’ trepar?São cinqüenta “meréis”
Seu linguajar espantoso me vez quase cair da cadeira. Estava com um sonoro’não’ saindo pela boca quando ela disse que faria por vinte e cinco reais e maços de cigarro; confesso que a proposta me fez pensar antes de dar a resposta.
Eu disse que ‘não’, mas com um ‘sim’ entalado brigando para sair da toca. Mas não poderia aceitar. A questão do emprego na hora nem pensei; a verdade é que eu estava em uma controversa com meu (perdão pela má palavra) pinto encolhido e medroso diante de um ser cuja figura me prometia um gozo extraordinário.
-Nem um boquete você quer, porra?- essas palavras me fizeram estremecer... De medo-
A verdade é que o travesti é uma incógnita para ele mesmo e antes que você consiga decifrá-lo ele te devora. É estar no limite do prazer com a dor... A Cinderela de repente se torna um “Ricardão viril”.
Com o passar do tempo a conversa foi tomando rumos ora leves, ora pesadíssimos; com jeito espalhafatoso e suas tiradas incríveis consegui dar muitas risadas.O que estava diante de mim não era um monstro a ser temido,mas uma pessoa a ser respeitada.
Ao ir embora ela me deu um beijo no rosto que tratei de retribuir.
-Ah, tenho que voltar pra ‘Z’.
-“Z”?
-A zona, porra!
Com um andar deselegante ao extremo sua imagem foi se apagando na escuridão, mas cerca de 5 minutos depois ela voltou correndo.
-‘Seu’ guarda me “add “ no “Orkut’s”?

No caminho de volta para minha casa fui pensando: Por que essas pessoas estão condenadas a levar uma vida escrota onde vendem seus corpos por migalhas, não tem sua condição de cidadão comum respeitada?Por que afinal existe, por parte dos travestis, um conformismo irritante de ser a escoria da sociedade onde apenas na calada da noite são livres?Por que não vemos um travesti progredir na vida com trabalhos comuns do tipo ‘carteira assinada’?
A minha resposta é tão simples e complexa quanto um copo de água: Encarando-os de frente,de igual para igual,se importando realmente com as coisas que são cabíveis como caráter.
É claro que essas pessoas precisam ter postura e força de vontade para sair desse estereotipo de vida suja, mas se nós que também somos vidraça em algum ponto da vida e insistirmos em ser uma gigantesca pedra na vida alheia não tivermos no mínimo boa vontade nada mudará.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Amado mestre!



Quando ainda fazia sentido eu ter o apelido de ‘rominho’ sempre que me perguntavam sobre o que eu queria ser quando carecesse eu logo respondia todo serelepe: ”Professor”,mas eu via uma ar de decepção que se seguia de um aviso:”Ah,mas professor ganha tão pouco”.Eu não me importava(Lógico era apenas uma criança),pois o que sempre me encantou foi o ato de ensinar;sempre tive uma admiração muito grande pelos meus professores.
Confesso que no final do ensino fundamental essa paixão estava muito fraca. O que eu assistia todos os dias eram profissionais desmotivados, sem valorização e sem o devido respeito por parte dos alunos, alias sem qualquer tipo de respeito (O que minha triste lógica sempre conclui: falta de educação vinda de casa) uma realidade em praticamente todas as instituições de ensino público no país.
Quem envolto por um cenário tão desastroso manteria viva a vontade de lecionar?
Eu mantive!Mas é claro que não consegui sozinho. No ano de 2006 no inicio do ano letivo eu vi adentrar a sala de aulas um senhor que aparentava ter seus 60 anos, com um ar sóbrio ele manteve-se de pé e com muita educação pediu silêncio; não foi atendido, mas insistiu e depois de algum tempo consegui.
-Meu nome é Ademar. Eu lecionei língua portuguesa e literatura na Marinha. Aposentei-me lá e agora quero ensinar aqui. Vocês devem estar se perguntando: ’Mas o que esse velho ta pensando da vida?”- era exatamente o que todos ali se perguntavam e inclusive eu – É que eu sou apaixonado pela minha profissão”.
Eu nunca via uma pessoa tão apaixonada e ao contrario do que pensávamos ele demonstrou sempre muita energia. Era emocionante ver a forma como ele acreditava em cada aluno.
Para nós sarais e redações tornaram-se tão necessárias quanto à hora da merenda!E ainda existia espaço para se debater política e contar piadas. Não havia ar de tédio em nenhum aluno. Incrível!Tornei-me um amigo do meu professor.
Foram dois anos de puro prazer ser ensinado por tão ilustre figura.
Infelizmente desde o fim do ensino médio eu não mantive contato com ele. Pois que saiba o professor Ademar que dentre todos ele foi o melhor, um verdadeiro mestre pungente.
Muito obrigado, professor Ademar!


Ao mestre, com carinho!