quinta-feira, 29 de abril de 2010

Tu és?


E se o amor acabar ascendo meu cigarro e dou três pulinhos de viva liberdade
Foi tudo tão vasto que se perdeu o tato...
É melhor cantar uma balada brega, sim
É melhor cantar um rock'n'rol furioso, sim
E depois ouvir o canto dos periquitos, talvez
Mas é imprescindível que se de os pulinhos de viva liberdade.
É,a vida é mais fantástica que qualquer novela
Que ventura errante... E erramos, sim.
E me perguntam: Tu és?
Se sou? Sim, sou e sou muito
E o que tu és afinal?
É tão vasto...
E dou três pulinhos de viva liberdade
E é tão vasto que se perde o tato e se usa apenas prolixidade
Amena e banal.
Estou todo nas entrelinhas
Prolixa e pausadamente nas entrelinhas.
Abro o jogo e revelo absolutamente tudo...
E não entendem nada!

6 comentários:

  1. Adorei a sua discreta irreverência, Rômulo! Mas se eu entender TUDO deste jogo, eu dou 3 pulinhos pra São Longuinho! Rsrs. Lembrei deste hábito da minha mãe rsrs.

    Beijos querido amigo.

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  2. Há felicidade para toda e qualquer situação. Basta aceitar.
    abs

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  3. Muito bom...
    Aqueles que resolveram definir-se fizeram uma biografia e conseguiram algum dinheiro, quem sabe algumas 400 páginas não nos tire das entrelinhas e façam linhas, postas.

    Abraço.

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  4. Texto perfeito. Escreve muito bem.
    quanto à angústia, querido, a vida é dinâmica. se prender a uma coisa só e deixar de ver os ângulos também de luz, é burrice. "um dia de salto alto outro de havaianas". e não deixemos de girar a cabeça e mudar o foco. dinamismo é saber viver.


    abraço,
    Rodolpho A.

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  5. Tu és?! Entrelinhas, prolixidade, tudo... Texto tipicamente romulano. Otimo! Aplausos eternos...

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